Após ter enviado um mail de divulgação á Câmara Municipal de Alcobaça, recebi uma resposta para reunir na passada terça-feira com o Sr. Vereador José Vinagre que me deu os parabéns pela coragem de me propor um desafio desta envergadura.
Convidou-me também a participar na reunião de Assembleia da Câmara á qual fui hoje e foi muito bom ter sido reconhecido pelas mais altas patentes do executivo da assembleia como um viajante peregrino com vontade de divulgar o nome de Alcobaça pelos caminhos que irei percorrer.
Assim ofereceram-me 2 casacos de ciclismo feitos propositadamente para a ocasião, casacos esses que irei usar por toda a viagem. O meu muito obrigado por este gesto!
( fotos cedidas por: Mónica do http://www.tintafresca.net/ , o meu agradecimento)
No final ainda tempo para uma pequena entrevista para a rádio Benedita FM com a locutora cuja voz tantas vezes ouvi durante as minha voltas de treino. Reconheci-a de imediato, uma simpática e dedicada pessoa com a qual gostei de conversar um pouco.
Por casa, as coisas vão-se preparando para a minha saída não só por aquilo que vou levar mas também por aquilo que deixo… pouco a pouco começo a despedir-me das coisas que tanto luxo me dão dia-a-dia e certamente que me farão alguma falta durante este período de tempo… mas não tanto como a família e os amigos.
…falta tão pouco… Samuel Santos!
...Vaticano,Roma, Genebra, Santiago de Compostela e Alcobaça em bicicleta!!! 6 Países com passagem pelos Alpes, uma emocionante viagem cruzando caminhos milenares em rotas de peregrinação, acompanhe e divulgue!
Amir Klink
"Um homem precisa de viajar. Por sua conta, não por meio de histórias, imagens ou TV. Precisa de viajar por si, com seus olhos e pés, para entender o que é seu. Para um dia plantar as suas árvores e dar-lhes valor. Conhecer o frio para desfrutar o calor. E o oposto. Sentir a distância e o desabrigo para estar bem sob o próprio tecto. Um homem precisa de viajar para lugares que não conhece para quebrar essa arrogância que nos faz ver o mundo como o imaginamos, e não simplesmente como é ou pode ser; que nos faz professores e doutores do que não vimos, quando deveríamos ser alunos, e simplesmente ir ver." Amir Klink
terça-feira, 14 de setembro de 2010
segunda-feira, 13 de setembro de 2010
Dia “-3” Dia de experimentar a bicicleta, e grande destaque no “Correio da manhã”
Domingo pela manhã, quem me conhece sabe que eu facilmente troco uma noite longa a uma agradável alvorada e pedalar mas hoje foi um dia diferente, levei a bike que me fará companhia para verificar se tudo estava como esperado e para também me habituar aos alforges e seu peso. Como não me estava a apetecer andar a sós, pois terei muito tempo para isso, convidei o meu irmão Miguel para uns km mas num ritmo mais baixo que o normal e lá fomos estrada fora, subimos a serra dos candeeiros por uns caminhos bem técnicos e reclamações da bicicleta ZERO!
Os alforges eram algo que me preocupava pois existia o risco de eles tocarem nos raios e rasgarem como aconteceu na viagem da “Via de Prata”, mas com o reforço que eu lhes fiz parece que ficaram maravilha. Os pneus também melhoraram e muito o rolar da bicicleta em alcatrão sem comprometer o seu desempenho nos caminho de terra, que tal como podem ver não eram propriamente fáceis…
Mais uns estradões fora e vistas fantásticas ( já estou a gabar a vista e ainda nem sequer comecei), percorremos toda a serra pelo parque eólico até á ponta de Rio Maior e quando voltamos verifiquei os km 50 km era o que o gps marcava, resultado do ensaio, “Excelente” para a bicicleta, o meu obrigado mais uma vez ao Vítor da BTTERRA. Na foto abaixo, o meu irmão Miguel Santos.
Pela volta, um telefonema, o meu amigo Paulo Moura a dizer-me que eu estava muito bem na fotografia no jornal, e que bicicleta era aquela pois ele não me conhecia com ela… e eu pensei logo, parece que o artigo sempre saiu no jornal, tal como o repórter do Correio da manhã me tinha dito.
E bem… quando eu compro o jornal logo de seguida e vejo o tamanho do artigo… tive a noção mais uma vez que aquilo que vou fazer é mesmo fora do normal pois para quem esperava uma pequena noticia ou uma coluna no melhor das hipóteses, fique maravilhado! Pena não ter saído o endereço do blogue para que mais pessoas pudessem acompanhar e comentar a minha viagem, mesmo assim fico enormemente agradecido ao “Correio da manhã” pelo destaque.
Um abraço, Samuel Santos
Os alforges eram algo que me preocupava pois existia o risco de eles tocarem nos raios e rasgarem como aconteceu na viagem da “Via de Prata”, mas com o reforço que eu lhes fiz parece que ficaram maravilha. Os pneus também melhoraram e muito o rolar da bicicleta em alcatrão sem comprometer o seu desempenho nos caminho de terra, que tal como podem ver não eram propriamente fáceis…
Mais uns estradões fora e vistas fantásticas ( já estou a gabar a vista e ainda nem sequer comecei), percorremos toda a serra pelo parque eólico até á ponta de Rio Maior e quando voltamos verifiquei os km 50 km era o que o gps marcava, resultado do ensaio, “Excelente” para a bicicleta, o meu obrigado mais uma vez ao Vítor da BTTERRA. Na foto abaixo, o meu irmão Miguel Santos.
Pela volta, um telefonema, o meu amigo Paulo Moura a dizer-me que eu estava muito bem na fotografia no jornal, e que bicicleta era aquela pois ele não me conhecia com ela… e eu pensei logo, parece que o artigo sempre saiu no jornal, tal como o repórter do Correio da manhã me tinha dito.
E bem… quando eu compro o jornal logo de seguida e vejo o tamanho do artigo… tive a noção mais uma vez que aquilo que vou fazer é mesmo fora do normal pois para quem esperava uma pequena noticia ou uma coluna no melhor das hipóteses, fique maravilhado! Pena não ter saído o endereço do blogue para que mais pessoas pudessem acompanhar e comentar a minha viagem, mesmo assim fico enormemente agradecido ao “Correio da manhã” pelo destaque.
Um abraço, Samuel Santos
domingo, 12 de setembro de 2010
Dia "-4": Dias das afinações
Hoje o dia começou bem cedo ainda com nevoeiro pelo ar, deixo-me estar por casa actualizando tudo e a tentar instalar o programa do facebook que teimava em não deixar carregar fotos… finalmente ficou resolvido!!!
Depois pelo meio-dia, já o sol aquecia, fui até á Rádio Cister, uma rádio local, para uma entrevista em directo com a D. Piedade Neto, pessoa muito simpática. Fui muito bem recebido, a entrevistadora conduziu a conversa para uma troca de palavras muito agradável no qual falamos acerca de quase todos os pequenos pormenores acerca da viagem desde o caminho em si e sua história ao modo como vou viver os próximos dias, o meu agradecimento pela simpatia.
Durante a tarde tempo de preparação, tinha a bicicleta toda para ajustar e instalar os extras, verificar se os alforges estavam bem… enfim tudo tem que estar preparado para não causar dificuldades pela viagem.
Trocar pedais, punhos, instalar o conta km… o mais demorado ainda foram os pneus pois os que a bicicleta trazia eram mais cardados que o meu gosto pois causa mais atrito e eu vou andar devagar, escolhi uns gastos que cá tinha em casa e quando olhei para eles pensei, “ eu devo de estar a dormir, então eu vou fazer 4000 km e vou levar uns pneus quase na lona só por serem mais rolantes…” optei por trocar por outros que eram tubeless com câmara-de-ar e 50 psi de pressão também rolam de certeza.
Máquina pronta como podem verificar, amanhã é dia de a ir testar.
Um abraço, Samuel Santos!
Depois pelo meio-dia, já o sol aquecia, fui até á Rádio Cister, uma rádio local, para uma entrevista em directo com a D. Piedade Neto, pessoa muito simpática. Fui muito bem recebido, a entrevistadora conduziu a conversa para uma troca de palavras muito agradável no qual falamos acerca de quase todos os pequenos pormenores acerca da viagem desde o caminho em si e sua história ao modo como vou viver os próximos dias, o meu agradecimento pela simpatia.
Durante a tarde tempo de preparação, tinha a bicicleta toda para ajustar e instalar os extras, verificar se os alforges estavam bem… enfim tudo tem que estar preparado para não causar dificuldades pela viagem.
Trocar pedais, punhos, instalar o conta km… o mais demorado ainda foram os pneus pois os que a bicicleta trazia eram mais cardados que o meu gosto pois causa mais atrito e eu vou andar devagar, escolhi uns gastos que cá tinha em casa e quando olhei para eles pensei, “ eu devo de estar a dormir, então eu vou fazer 4000 km e vou levar uns pneus quase na lona só por serem mais rolantes…” optei por trocar por outros que eram tubeless com câmara-de-ar e 50 psi de pressão também rolam de certeza.
Máquina pronta como podem verificar, amanhã é dia de a ir testar.
Um abraço, Samuel Santos!
sábado, 11 de setembro de 2010
Dia "-5": Um pouco de melancolia…
Hoje o dia foi um pouco em jeito de melancolia a contrastar com estes dias todos ocupados, também já era esperado até porque afinal de contas tenho que me mentalizar e preparar para a etapa que se aproxima. Acabei por ir visitar uns amigos antes de almoçar, á tarde, praia ver outros e a noite a história repete-se… ver gente amiga e ir aos poucos despedindo para suportar o longo jejum de amigos, vão ser 2 meses que estarei tão ausente dedicado à trevessia que espero que Deus esteja bem presente para me preencher de alegrias.
Hoje não me alongo mais, amanhã vou testar a bike e fazer os últimos ajustes, certo que o tema vai ser preenchido.
A quem não tenho tido a hipótese de me despedir pessoalmente apareça, os dias escapam-me…
Um abraço, Samuel Santos
Hoje não me alongo mais, amanhã vou testar a bike e fazer os últimos ajustes, certo que o tema vai ser preenchido.
A quem não tenho tido a hipótese de me despedir pessoalmente apareça, os dias escapam-me…
Um abraço, Samuel Santos
quinta-feira, 9 de setembro de 2010
Dia "-6": Dia de sessão fotográfica!
Hoje o inesperado, já sabia que o jornalista do correio da manhã queria tirar uma foto comigo e com a bicicleta e eu tinha idealizado a bike com os alforgues chegava... até que que me liga e diz "leve todos os acessórios que vai levar na viagem para termos uma noção daquilo que é necessário". Ok hoje tenho de fazer a mala e rápido porque fui buscar a bicicleta que o vítor da BTTERRA me vai emprestar para fazer a travessia, equipa-la com os alforgues, fazer-lhe as últimas modificações, instalar-lhe o conta km e o gps... de bagagem também colocar tudo dentro dos alforgues, saco-cama, roupa, kit de refeição, material higiene pessoal, ferramentas... enfim, tudo me caiu de repente na cabeça e para que o resultado seja o melhor possível tenho que me esforçar. A bicicleta era outra coisa que eu não fazia idéia daquilo que vinha, afinal veio uma já velhinha mas confesso, topo de gama da altura, muito confortável e completamente revisionada, e leve que é algo que ajuda bastante! Obrigado Vítor! Difícil vai ser devolve-la no fim desta cruzada...mas isso ficará para depois. Acabado de montar os extras na bike liga-me o fotógrafo Rui para a sessão e confesso que nunca me tinha sentido assim, 5 estrelas espero bem que ele me envie algumas das fotos que lhe pedi pois tiradas por quem sabe tem outro resultado. Resto da tarde... pouco a pouco já me sinto em despedida deste e daquele, boa viagem é o desejo que mais vezes oiço dirigido à minha pessoa. Hoje o post vai por tlm para testar o aparelho. um abraço, Samuel Santos!
quarta-feira, 8 de setembro de 2010
Dia "-7": Uma semana para a partida…
Vai-se aproximando a partida quase a uma velocidade sufocante, mas certo é que cada vez mais se vai tornando quase uma necessidade partir… isto tudo porque com o destaque que se tem dado ao meu empreendimento da travessia até eu vou ficando cada vez mais empolgado.
Hoje mais um jornal da região tem um artigo acerca do meu desafio, desta vez o Quinzenário “ O Alcoa”.
Considera, e bem, uma aventura porque por mais que se prepare tem que se estar a fazer conta com o inesperado uma vez que o caminho só se faz no local, sorte a minha que as rotas que eu vou percorrer estarem bem definidas e com apoios vário ao peregrino como são o caso dos albergues. Os albergues de peregrinos são instituições que reconhecem os peregrinos como pessoas de bem e os albergam por valores simbólicos, podem ser centros paroquiais, albergues, pousadas da juventude, parques de campismo ou até mesmo hotéis com tarifas reduzidas.
Só desta forma se consegue a proeza daquilo que muita gente que me aborda na rua pergunta “… e como é que consegues gastar apenas 12 euros por dia?”, ao qual eu respondo, não sei quanto vou gastar mas quando fiz a Via de Prata (Sevilha Santiago de Compostela) aqui á uns anos foi isso que gastei e é o que diz no jornal…
Sei que nesta viagem vou gastar um pouco mais uma vez que ao contrário de Espanha, na Suíça e França não tenho albergues gratuitos, e isso aumentará significamente o orçamento mas logo se verá. Nas restantes coisas, o transporte é gratuito por ir de bicicleta e as refeições como já falei serão em “low cost”.
Por hoje despeço-me, amanhã penso ter novidades.
Um abraço, Samuel Santos
Hoje mais um jornal da região tem um artigo acerca do meu desafio, desta vez o Quinzenário “ O Alcoa”.
Considera, e bem, uma aventura porque por mais que se prepare tem que se estar a fazer conta com o inesperado uma vez que o caminho só se faz no local, sorte a minha que as rotas que eu vou percorrer estarem bem definidas e com apoios vário ao peregrino como são o caso dos albergues. Os albergues de peregrinos são instituições que reconhecem os peregrinos como pessoas de bem e os albergam por valores simbólicos, podem ser centros paroquiais, albergues, pousadas da juventude, parques de campismo ou até mesmo hotéis com tarifas reduzidas.
Só desta forma se consegue a proeza daquilo que muita gente que me aborda na rua pergunta “… e como é que consegues gastar apenas 12 euros por dia?”, ao qual eu respondo, não sei quanto vou gastar mas quando fiz a Via de Prata (Sevilha Santiago de Compostela) aqui á uns anos foi isso que gastei e é o que diz no jornal…
Sei que nesta viagem vou gastar um pouco mais uma vez que ao contrário de Espanha, na Suíça e França não tenho albergues gratuitos, e isso aumentará significamente o orçamento mas logo se verá. Nas restantes coisas, o transporte é gratuito por ir de bicicleta e as refeições como já falei serão em “low cost”.
Por hoje despeço-me, amanhã penso ter novidades.
Um abraço, Samuel Santos
terça-feira, 7 de setembro de 2010
Dia "-8": O que me inspirou para fazer esta viagem.
Hoje tive que aclarar ao máximo as ideias e recapitular tudo de inicio até encontrar o seguimento de pensamentos desde o inicio até ter a certeza do que projectei fazer agora.
Tudo começou após ter feito a “Via de Prata” (de Sevilha a Santiago de Compostela), viagem que eu amei fazer não só pelo conhecimento cultural que adquiri mas também pelo “deserto” que foi andar a sós durante uns dias. Certo foi que conheci outros peregrinos, no final nos reencontramos e fizemos uma grande festa, mas, chegando final dos dias eu deixava-os para trás uma vez que a minha forma física me permitia andar um pouco mais. Resultado, 1670km em 15 dias, fiquei com a impressão que tinha feito um longo caminha mas mais depressa que devia… solução: aumentar a distância!
Isto parece de loucos, pensei eu cá para mim, mas depois de pesquisar e ver as rotas que vou percorrer fiquei apaixonado e decidi que as iria fazer um dia caso pudesse. E esse dia chegou, e só pelo simples facto de ir “atravessar o deserto” mais uma vez merece a pena ir, muita gente talvez não entenda mas existem longos períodos de solidão em que Deus está lá connosco e sente-se realmente a Sua presença como se estivesse sentado ao guiador da bicicleta apontando com o indicador o caminho, mostrando aquilo que é a Sua obra, que tantas vezes nos passa despercebida, o nosso mundo. Quebram-se as fronteiras, tudo passa a ser uma terra só e sentimo-nos em paz, subo a elevados picos e quando olho para trás todo o cansaço desaparece e é aí que digo: “Obrigado Senhor por tudo aquilo que me tens dado, obrigado Senhor por me permitires contemplar a Tua obra, obrigado Senhor pela saúde que me prendas todos os dias”.
È isto que me vai levar a cruzar mais uma vez os caminhos, tudo o resto é elementar, mesmo assim não nego a parte religiosa sabendo que será também um desafio de aventura e um capricho, capricho meu para voltar a estar com Ele.
Voçês inspiram-me desse lado, um enorme abraço!
Samuel Santos
Tudo começou após ter feito a “Via de Prata” (de Sevilha a Santiago de Compostela), viagem que eu amei fazer não só pelo conhecimento cultural que adquiri mas também pelo “deserto” que foi andar a sós durante uns dias. Certo foi que conheci outros peregrinos, no final nos reencontramos e fizemos uma grande festa, mas, chegando final dos dias eu deixava-os para trás uma vez que a minha forma física me permitia andar um pouco mais. Resultado, 1670km em 15 dias, fiquei com a impressão que tinha feito um longo caminha mas mais depressa que devia… solução: aumentar a distância!
Isto parece de loucos, pensei eu cá para mim, mas depois de pesquisar e ver as rotas que vou percorrer fiquei apaixonado e decidi que as iria fazer um dia caso pudesse. E esse dia chegou, e só pelo simples facto de ir “atravessar o deserto” mais uma vez merece a pena ir, muita gente talvez não entenda mas existem longos períodos de solidão em que Deus está lá connosco e sente-se realmente a Sua presença como se estivesse sentado ao guiador da bicicleta apontando com o indicador o caminho, mostrando aquilo que é a Sua obra, que tantas vezes nos passa despercebida, o nosso mundo. Quebram-se as fronteiras, tudo passa a ser uma terra só e sentimo-nos em paz, subo a elevados picos e quando olho para trás todo o cansaço desaparece e é aí que digo: “Obrigado Senhor por tudo aquilo que me tens dado, obrigado Senhor por me permitires contemplar a Tua obra, obrigado Senhor pela saúde que me prendas todos os dias”.
È isto que me vai levar a cruzar mais uma vez os caminhos, tudo o resto é elementar, mesmo assim não nego a parte religiosa sabendo que será também um desafio de aventura e um capricho, capricho meu para voltar a estar com Ele.
Voçês inspiram-me desse lado, um enorme abraço!
Samuel Santos
segunda-feira, 6 de setembro de 2010
Dia "-9": Repensando nos motivos da viagem
Hoje não sei qual a razão, talvez pela proximidade da partida, começou novamente a cair na minha mente as questões relacionadas com o porquê da viagem… muito complexo este tema, tanto que se forma uma nuvem de razões com tanta explicação. Vou tentar aclarar um pouco mais esta ideia para depois conseguir transmiti-la da forma menos complicada possível mas uma coisa é certa, algo de muito forte me puxa a faze-la e me enche de força e coragem para a iniciar, depois o resto se vera…
Tal como prometi ontem, hoje falarei de como restabelecer as energias, ou o que comer durante a viagem… Facil seria ir ao restaurante mas como devem de imaginar os euros voariam para fora do bolso á velocidade da luz. Usando a criatividade podemos ter uma alimentação “low cost” uma vez que passamos em muitas aldeias, para isso basta procurar um pequeno supermercado quase sempre com alguém muito simpático a ajudar o que provoca muito daquilo que é o contacto humano diário necessário e tenta-se sempre aprender algo de cultura do sítio, ouvem-se historias bizarras de outros que lá passaram tal como depois talvez venham a contar a minha… depois conhecem-se os produtos locais que juntando ao meu conhecimento sobre nutrição fazem-se refeições que para alem de deliciosas (para gente modesta) são o nutritivamente completas, como o caso de comer cereais ao pequeno-almoço, no almoço saladas com legumes, grão milho, doce, atum, salsichas, batatas fritas, pão com doces a acompanhar uma bela cerveja são coisas que eu com a minha simples exigência não me farto de comer. Depois há um ditado que diz “O Caminho dá-te tudo aquilo que precisarás”, e na realidade acontece, pelos muitos km que fazemos é mais que normal encontrar frescas fontes e arvores de fruto, nesta altura encontram-se os fins de colheita de deliciosas maças e peras amadurecidas na arvore, tais como os figos e uvas que eu aceito como uma dadiva do caminho a quem o transpõe.
No jantar, já num albergue de peregrino com mais condições já se pode confeccionar algo, e se sobrar será comido no almoço seguinte, e só assim se consegue fazer uma viagem deste tipo sem despender de muito dinheiro, para além disso o Caminho é isso mesmo, viver com o mínimo possível e largar tudo aquilo que são comodidades exigidas pela comunidade actual.
Amanhã espero ter os motivos de viagem mais claros afim de os descrever, mais tarde falarei tambem dos albergues onde irei dormir.
Um abraço peregrino, Samuel Santos
Tal como prometi ontem, hoje falarei de como restabelecer as energias, ou o que comer durante a viagem… Facil seria ir ao restaurante mas como devem de imaginar os euros voariam para fora do bolso á velocidade da luz. Usando a criatividade podemos ter uma alimentação “low cost” uma vez que passamos em muitas aldeias, para isso basta procurar um pequeno supermercado quase sempre com alguém muito simpático a ajudar o que provoca muito daquilo que é o contacto humano diário necessário e tenta-se sempre aprender algo de cultura do sítio, ouvem-se historias bizarras de outros que lá passaram tal como depois talvez venham a contar a minha… depois conhecem-se os produtos locais que juntando ao meu conhecimento sobre nutrição fazem-se refeições que para alem de deliciosas (para gente modesta) são o nutritivamente completas, como o caso de comer cereais ao pequeno-almoço, no almoço saladas com legumes, grão milho, doce, atum, salsichas, batatas fritas, pão com doces a acompanhar uma bela cerveja são coisas que eu com a minha simples exigência não me farto de comer. Depois há um ditado que diz “O Caminho dá-te tudo aquilo que precisarás”, e na realidade acontece, pelos muitos km que fazemos é mais que normal encontrar frescas fontes e arvores de fruto, nesta altura encontram-se os fins de colheita de deliciosas maças e peras amadurecidas na arvore, tais como os figos e uvas que eu aceito como uma dadiva do caminho a quem o transpõe.
No jantar, já num albergue de peregrino com mais condições já se pode confeccionar algo, e se sobrar será comido no almoço seguinte, e só assim se consegue fazer uma viagem deste tipo sem despender de muito dinheiro, para além disso o Caminho é isso mesmo, viver com o mínimo possível e largar tudo aquilo que são comodidades exigidas pela comunidade actual.
Amanhã espero ter os motivos de viagem mais claros afim de os descrever, mais tarde falarei tambem dos albergues onde irei dormir.
Um abraço peregrino, Samuel Santos
domingo, 5 de setembro de 2010
Dia "-10": Fim-de-semana rápido!
Muito bom estes tempos a sós no meio da multidão, com uma prova de resistência de 4 horas no final que não sei se pela dureza ou por falta de divulgação não teve muita afluência... muito sol e suor, terminei mais desidratado do que pensava mas á minha frente apenas andavam 2 atletas e eu tinha que os empurrar, lol.
Mas bom também foi conhecer vários trilhos da região e começar a ambientar-me para passar várias horas sentado num selim, obvio que o ritmo não se compara e os alforges que levo com a ligeira bagagem não gostam de grande “pulos”. Em principio serão cerca de 8 horas diárias a gerir o esforço ao máximo para aproveitar todas as pendentes de baixada e aliviar as de subida, os músculos e tendões tem muito mais desgaste com o exercício de força do que com endurance.
Amanha falo de alimentação
Um abraço, Samuel Santos
Mas bom também foi conhecer vários trilhos da região e começar a ambientar-me para passar várias horas sentado num selim, obvio que o ritmo não se compara e os alforges que levo com a ligeira bagagem não gostam de grande “pulos”. Em principio serão cerca de 8 horas diárias a gerir o esforço ao máximo para aproveitar todas as pendentes de baixada e aliviar as de subida, os músculos e tendões tem muito mais desgaste com o exercício de força do que com endurance.
Amanha falo de alimentação
Um abraço, Samuel Santos
sábado, 4 de setembro de 2010
Dia “-11”: Preparação para resistência de 4 horas em Abrantes.
Por estes dias vim até um festival de música misto de competições em jogos de computador e de provas reais tal como a que eu vou participar, 4 horas BTT.
Foi este tipo de provas que me foram fazendo gostar mais e mais de ciclar e de transpor cidades e regiões, pouco a pouco vai-se construindo a forma física mínima exigida para cumprir, (ou pelo menos pensar em…) o desafio como eu me propus e que de certa forma só por agradecer a deus a hipótese de o concretizar já é motivo para o fazer.
Nestes dias por cá já vou experimentando o estar sozinho mais uma vez, mais uma vez carreguei no meu gps uns caminhos aqui da zona e fui treinar, e é fantástico o que um aparelho destes pode fazer em termos de navegação, vamos completamente guiados sem grande margem de erro mesmo no meio do mato. Nos caminhos de Santiago é diferente, existem placas a indicar o caminho a seguir, pelo sim pelo não vou levar o gps, existem caminho menos definido e o traçado de Roma a Genebra será feito ao contrario do trajecto normal que segue até ao meu local de inicio.
Foi este tipo de provas que me foram fazendo gostar mais e mais de ciclar e de transpor cidades e regiões, pouco a pouco vai-se construindo a forma física mínima exigida para cumprir, (ou pelo menos pensar em…) o desafio como eu me propus e que de certa forma só por agradecer a deus a hipótese de o concretizar já é motivo para o fazer.
Nestes dias por cá já vou experimentando o estar sozinho mais uma vez, mais uma vez carreguei no meu gps uns caminhos aqui da zona e fui treinar, e é fantástico o que um aparelho destes pode fazer em termos de navegação, vamos completamente guiados sem grande margem de erro mesmo no meio do mato. Nos caminhos de Santiago é diferente, existem placas a indicar o caminho a seguir, pelo sim pelo não vou levar o gps, existem caminho menos definido e o traçado de Roma a Genebra será feito ao contrario do trajecto normal que segue até ao meu local de inicio.
Um abraço, Samuel Santos
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